… O cheiro do lixo ……..

Se não estiver com a mente aberta, não leia…
Se tiver time de partido político, também não leia…

A verdade é que estou cansado das mesmas coisas. Uns tacam pau e outros defendem. Cada um, o seu lado. Como se tivesse lado certo.

Eu não falo mais de FHC, Tarso e Vannazi. Já foram e não mudam mais o presente. Comparar com o passado é muito pequeno perto da necessidade do presente.

Vamos ao papo:

Um dia esqueci de recolher o lixo da cozinha e levar para a lixeira do prédio.
Aquele fedor de lixo infestou meu apartamento…
A moradia toda limpinha, lavada, mas aquele foco de coisa podre contaminou todo o resto.
Tenho dois vizinhos: um que gosta de mim, outro que não me suporta.
Quando abro a porta pra sair, dou de cara com os dois…
O que gosta de mim contou pra esposa que espiou meu apartamento e viu como é bonito e bem cuidado, embora eu estivesse carregando um saco fedorento de lixo.
O que não gosta de mim aproveitou a situação e espalhou pro prédio inteiro que minha casa fedia. Como que alguém conseguiria morar num ambiente daqueles?

Tudo porque esqueci de colocar o lixo pra rua um dia antes. Eu dei causa à falação toda. E explicações não retiram do ar o cheiro que ficou. Minha casa não é toda suja e fétida. Mas….

Assim é na política. Quem não quer que sintam o cheiro do seu lixo, livre-se dele. Ele pode não ser tão ruim assim, mas existe. Inegavelmente existe. Quem dá motivo para falarem, tem que ouvir o que não gosta….

Última coluna do ano…

COLUNA DO ZAMBRANO (final de 2014)

Antes de mais nada, desejo aos amigos e amigas um 2015 da melhor forma possível. Que tudo melhore um pouco e que o que estiver muito ruim melhore bastante!

– Infelizmente as pessoas não entendem muito bem o que acontece nos bastidores da política. Ficam imaginando o que seria o mensalão e o petrolão. Colocam tudo na mesma conta do tema corrupção. Mas, na verdade, são crimes diferenciados. Não se trata de um “simples” desvio de verba pública para enriquecer ilicitamente. Esse tipo de crime é promovido por quem está no Poder Executivo (Presidente, Governador, Prefeito) para que tenha a maioria dos votos no legislativo (Congresso Nacional, Assembleia Legislativa, Câmara de Vereadores) e assim possa aprovar seus projetos sem discussão. Geralmente projetos que não seriam aprovados de forma normal. Traduzindo: é compra de votos!

– Aqui em São Leopoldo não temos mensalão nem petrolão. Mas temos o CCzão!

– O CCzão é a compra de vereadores para que votem a favor do Prefeito. Só que, ao invés de dinheiro, o executivo oferece cargos ao não tão nobre Edil. Esses cargos são os famosos CC’s. Por isso CCzão. Traduzindo: quem quer cargo para seus cabos eleitorais precisa votar no que o Prefeito determina. Só muda a moeda, o crime é o mesmo.

– Mesmo tendo lutado muito para chegar ao cargo de vereador, sou obrigado a dizer que me envergonho do que acontece na Câmara de Vereadores. Se o vereador não pode mais fiscalizar nem votar com sua consciência, sendo simples carimbador da vontade do Prefeito, a “casa do povo” não precisa mais existir. Pouparíamos dinheiro público. Falta vergonha na cara.

– Comprou apartamento e não foi entregue na data prometida? Você tem direito a uma polpuda multa contratual! Exija seu Direito!

– Perguntinha do Zambrano: Será que teremos o prometido novo hospital em 2015?

 

 

Leandro Franciscus Zambrano

Advogado OABRS 40534

Escritório na Avenida Integração 1287

Fone 35914274

zambrano.celular@yahoo.com

Coluna do Jornal Noticiário de novembro

COLUNA DO ZAMBRANO
Antes de mais nada, preciso dar boas vindas aos leitores! Estou chegando para participar do jornal que mais tem crescido na região. Com minha experiência de quase vinte anos como advogado e político, conversaremos sobre as novidades jurídicas e políticas da região, do estado e do país.
– Como vão nossos pardais? Pra quem não sabe, nossos pardais custaram o mesmo que o prédio da nova prefeitura. Não estou dizendo que não sejam úteis, mas ainda prefiro investir em outras tantas coisas que a cidade precisa. E notem como o asfalto é novo e bem sinalizado onde essas aves estão. Pena que o restante da cidade não tenha merecido o mesmo cuidado.
– A novidade na área do direito do trabalho é que o TST passou a admitir o acúmulo de adicional de periculosidade e insalubridade. Receber ambos adicionais ao mesmo tempo.
– E o escalonamento do pagamento do funcionalismo municipal? Pois é, Eu fico imaginando se nos governos do Dr. Olímpio e do Waldir alguém dissesse que os funcionários da prefeitura teriam que entrar na justiça para receber em dia. Seria um escândalo nacional. Mas agora são tantas notícias ruins que essa é só mais uma no mar de lama. E ainda parece que o senhor prefeito não quer cumprir a decisão judicial que lhe obrigou a pagar em dia…
– Perguntinha do Zambrano: a partir de dezembro vão tapar os buracos de nossas ruas com massa de pizza?

Leandro Franciscus Zambrano
Advogado OABRS 40534
Escritório na Avenida Integração 1287
Fone 35914274
zambrano.celular@yahoo.com

O Racismo e a Punição

Não se pense que a punição vai acabar com o racismo. Castigo reprime o ato e protege a sociedade.

Portanto muito útil.

Mas o racista não muda com isso. Castigado, aumenta seu ódio. Quer acabar com a razão do seu preconceito. Exteminá-la. Com consegue viver próximo dela. Se afasta. Mas, na primeira oportunidade,  volta a agir. Com mais raiva. Com mais vigor.

O que acaba com o racismo é o amor.

O amor que desde a infância ensina que todos são iguais em suas diferenças.

O racista já formado somente mudará no dia em que o amor entrar em seu coração. No dia em que a única mão amiga a se oferecer for uma mão negra. Quando num leito de hospital, a ajuda e o carinho vieram de uma enfermeira negra.

Somente quando o ódio virar amor que as coisas vão começar a mudar….

… Uma pequena história do tempo ……………….

… Uma pequena história do tempo ……………….

Ontem tive que ajuizar às pressas um mandado de segurança contra o Diretor Presidente do Detran RS. Meu cliente teria que entregar sua carteira de habilitação por ter se negado a realizar o teste do bafômetro (etilômetro).

Me veio à memória o tempo em que comecei a advogar.

Para se fazer um mandado de segurança dessa ordem, eu, primeiro, teria que me deslocar até a biblioteca do Tribunal de Justiça para acessar a jurisprudência (julgados de processos semelhantes). Isso em Porto Alegre. Lá na biblioteca, após pesquisar várias fichas com assuntos relacionados, buscar nas prateleiras os volumes das publicações e ler uma por uma até encontrar uma que me serviria. Encontrada a jurisprudência, o próximo passo seria encarar a fila do xerox. Que, lembro bem, não era nada pequena. E as máquinas fotocopiadoras eram bem mais lentas que as de hoje. Pois bem, com o xerox das jurisprudências em mãos, retornar para São Leopoldo. Nessa função, já se fora o dia.

Na madrugada, ou no dia seguinte bem cedo, preparar a petição. Sem copia e cola, tudo tinha que ser datilografado. Isso mesmo. Máquinas elétricas eram um luxo necessário. Algumas tinham até uma fita corretora que apagava a digitação (impressão) de uma letra errada.

Tudo datilografado, copiada letra por letra a jurisprudência trazida de Porto Alegre, cópias com papel carbono… já se ia mais um dia.

Restava correr atrás do plantonista do fórum (não havia telefones celulares) ou aguardar o amanhecer seguinte.

Hoje, a pesquisa de jurisprudência é feita online, através de palavras-chave que jogam na tela tudo que se tem sobre o tema. Não é preciso digitar tudo de novo, um ctrl-c resolve.

A petição já é sobre um modelo anteriormente feito ou achado pelo Google. Como é fácil se dizer advogado hoje em dia. Muitos nem precisam mais ir protocolar no Judiciário, pois o processo é online, virtual.

Só fico hoje com uma certeza e uma grande dúvida:

a certeza: de que, apesar de tudo que mudou, ainda o saber do advogado é insubstituível.

a dúvida: onde foi parar esse tempo que supostamente eu estaria hoje economizando?

Como não levar o estresse do trabalho para casa

stress-no-trabalho1O presidente do Google, Larry Page, sugeriu recentemente que a jornada de trabalho semanal de 40 horas seja abandonada como um todo, dando início a uma nova rodada no debate sobre o que significa equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Mas, mesmo que você complete seu expediente de oito horas sem checar o smartphone na mesa de jantar ou receber ligações à noite, o trabalho ainda assim pode ocupar espaço na sua mente e invadir o tempo livre.Afinal, é possível deixar as preocupações do trabalho na porta do escritório — e é recomendável fazê-lo?

Fergus O’Connell, autor do livro “The Power of Doing Less” (“O Poder de Fazer Menos”), diz que é possível manter a ansiedade profissional no escritório se você for bom em separar as coisas. Para isso, ele sugere usar o deslocamento entre casa e trabalho para relaxar, pensar nos problemas e avaliar suas proporções. “Se você refletir, percebe que tornou as coisas maiores do que elas realmente são — e rapidamente percebe que suas preocupações são supérfluas.”

Você também pode ter uma atividade “amortecedora” depois do trabalho. A solução clássica é frequentar a academia (ou ainda correr ou pedalar até sua casa) e usar o exercício para lidar com o estresse; outra opção é sair com amigos para tomar alguma coisa. Mesmo sair com os colegas de trabalho pode funcionar particularmente bem, pois em um bar todos têm chance de falar mais livremente.

Outra alternativa é ter um confidente no escritório. No entanto, a natureza competitiva e insegura do ambiente de trabalho atual implica que as pessoas muitas vezes não se sintam confortáveis em se abrir para os colegas.

Embora haja diversas estratégias diferentes, Sir Cary Cooper, professor de psicologia organizacional e saúde na Universidade de Lancaster, diz que um pouco de ansiedade é inevitável: “Se você trabalha com gestão, é muito difícil deixar todas as preocupações no trabalho”. No entanto, ele adiciona, isso não precisa ser uma coisa ruim. Em casos de casais em que ambos trabalham, compartilhar preocupações profissionais pode ser uma forma de oferecer apoio recíproco na relação.

Na verdade, discutir suas preocupações e confiar um no outro pode ser catártico para ambos e ajudar a construir vínculos mais fortes. Além disso, seu parceiro pode oferecer opiniões e insights novos para seus problemas.

É importante, no entanto, escolher a hora certa. “Não faça isso quando estiver colocando as crianças para dormir ou logo antes de ir para a cama”, aconselha Cooper. “Faça quando ambos estiverem no estado certo para falar e ouvir.”

Você precisa tomar cuidado para não choramingar o tempo todo ou deixar que a situação se torne unilateral. Se deixar o mau humor dominar em um dia, tente chegar em casa com algo positivo a dizer no dia seguinte. Afinal, você não quer que seu parceiro associe sua chegada a algo ruim.

O′Connell sugere: “Você pode até dizer: ′Tive um dia muito difícil. Posso reclamar um pouco para você?′”

 

Fonte: Valor Econômico / Financial Times, por Rhymer Rigby, 22.07.2014

…. Advogado ou psicólogo…………….

Com essa moda de que advogado não cobra consulta (como se a faculdade e o conhecimento viessem de graça), surgiu uma nova ordem de clientela: os juridicamente analisados.

Isso mesmo: escritório de advocacia virou consultório de psicologia gratuita.

O cidadão que não quer gastar com análise e começa a visitar advogados.

No disfarce de ter um problema jurídico, começa a desabafar sobre vida afetiva, financeira, problemas em geral. Pede conselhos, passa uma hora aproveitando para descarregar e no final: um aperto de mão e um muito obrigado doutor…

Não tem ele nem um problema que o advogado possa atuar e cobrar pela causa. Queria apenas um ouvido amigo e, principalmente, GRATUITO!

Tempos modernos esses… perde a psicóloga e perde o advogado…